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A trajetória de Alex Basílio, conhecido como Alex Ricoboy, é marcada por resistência, arte e transformação. Desde pequeno, ele encontrou na dança e na expressão artística um caminho para escapar das adversidades do cotidiano e criar novas possibilidades de vida. Sua primeira experiência marcante aconteceu ainda na escola, em um concurso de lambada que, além de lhe render o prêmio, plantou a semente da persistência artística que guiaria toda sua história. O cair, levantar e continuar figuraram como metáfora de toda sua caminhada posterior.
Com o tempo, Alex mergulhou profundamente no universo do funk, do rap, do hip hop e, mais tarde, da dança afro. Essa transição marcou uma virada essencial em sua vida, dando a ele referências profundas sobre ancestralidade, cultura negra e pertencimento. Ao conhecer mestres influentes como Carmen Luz da Cia Étnica de Dança, Fábio Batista e Cláudia Martins, ele passou a compreender a importância da transmissão de saberes, da valorização dos mestres populares e da construção coletiva da cultura. A dança deixou de ser apenas performance e se tornou uma forma de manter viva a história de seu povo.
Foi também através das manifestações populares que Alex reencontrou suas raízes afetivas, especialmente ao se aproximar do Boi Pintadinho e do Mineiro Pau, tradições fortes na região Noroeste Fluminense. Ao assumir personagens dentro desses grupos e criar sua própria casa de cultura, ele transformou seu quintal em um espaço vivo, pulsante, onde crianças e jovens encontram acolhimento, identidade e propósito. Ali, a cultura popular se torna ferramenta de transformação social, atuando como ponte entre passado e futuro.
Mais do que artista, Alex é ativista cultural e defensor da representatividade preta. Ele levanta debates profundos sobre racismo estrutural, patrimônio imaterial, desigualdade social e consciência negra — não apenas em novembro, mas durante todo o ano. Sua fala firme e carregada de vivência reflete o compromisso de quem não apenas acredita na importância da cultura, mas a vive diariamente como resistência e libertação. Para conhecer toda a riqueza dessa conversa, cheia de histórias, reflexões e aprendizados, assista ao episódio completo do Pádua Cast com Alex Ricoboy.
Acesse https://youtu.be/nFQY1vlExRg











